Liber Cadaveris vel CXX - O Ritual da Passagem Pelo Tuat

A.·.A.·.
Publicação em Classe D
Introdução
Este Rito, pêgo a partir de materiais no Diário de Crowley, tem a mesma numeração de Liber CXX, Samekh.
No que diz respeito às direções, há várias distinções que não deixam claras se ele pretende usar as direções elementais comuns: Leste - Ar, Sul - Fogo, Oeste - Água, Norte - Terra (como está implícito em Liber Samech , e utilizado no Pentagrama Menor, Rubi Estrela e outros) ou as Direções dos Signos Querúbicos (como nas Estações Planetárias): Leste - Fogo, Sul - Terra, Oeste - Ar, Norte - Água (usado no Hexagrama Menor, no Safira Estrela, e outros) ou até mesmo as direções do Liber Reguli : Norte - Ar, Sul - Fogo, Leste - Terra, Oeste - Água.
O único conjunto de direções que concorda com o fim do Encantamento em si (ignorando os limites sobre as direções) e segue na ordem do verso a ser dito, é aquele das Direções Elementais, que eu usei.
Há algumas outras lacunas que não tentei preencher, embora seja óbvio o que se pretende.
Crowley enviou este Ritual para Frater Semper Peratus como parte do material envolvido em uma Ordem chamada de “A Ordem dos Thelemitas”.
Na Ordem dos Thelemitas, (como também consta no Liber AL Vel Legis) há somente três graus: o Eremita, o Amante, e o Homem da Terra. Em todos os documentos oficiais da Ordem (dos Thelemitas) eles são referidos como Magister, Adeptus e Zelator.
Os requisitos para passar do Grau de Zelator para o Grau de Adeptus são que o candidato tenha concluído a formação regular da Astrum Argentum anteriores ao Grau de Adeptus.
Os requisitos para a passagem do Grau de Adeptus para o Grau de Magister são que o candidato seja pelo menos um Senhor dos Caminhos da Cripta dos Adeptos, que tenha completado onze anos como um Adeptus, que tenha concluído o Grau de Bebê do Abismo na Astrum Argentum e que haja um retiro de todo trabalho ativo na Ordem envolvendo contato com grupos.
Haviam vários outros requisitos mais rigorosos e que também deviam ser cumpridos de acordo com a Constituição: formulários de juramentos deviam ser assinados e outros trabalhos cumpridos.
Diversos documentos foram anexos a este, que incluem a abertura e fechamento do Templo, bem como o Ritual de Iniciação para Zelator (que deve ser realizada sob quatro pontos de vista).
Estes eram:
Relação A: Abertura, Encerramento, Ritual de Iniciação dos Zelators (este documento).
Relação B: A forma de iniciação dos Adepti (é explicitamente afirmado que não haverá nenhuma Forma de Iniciação a Magister).
Relação C: Dá as condições pelas quais os Magisteri apontam Adepti para ajudar Zelators, e salienta que o plano geral da O.T.O. deve ser apresentado a todos os membros da Ordem (dos Thelemitas).
Ritual CXX chamado “de Passagem Pelo Tuat”.
Abertura
(Os membros reunidos, vestidos, entronados)
Entra o Hierofante
(Todos se levantam e o saúdam). A “Cerimônia de Reconhecimento” segue. Mas todos, ou alguém, deve mostrar ao entrar no templo a Marca da Besta para que o Guardião do Templo não seja imprudente com eles.
Todas as palavras e números tendo sido asseverados, (exclama o Hierofante ou Magus):
“ABRAHADABRA. Saudações a ti, Heru-Ra-Ha, Ra-Hoor, ABRAHADABRA Senhor do Dia!
A Escuridão do Sol está afundada nas águas de Amentet. Que haja uma reunião dos Senhores do Silêncio! ”
111 - 11111 - 111
(Ele bate, Ele se levanta e dá os três sinais de ...
Pegando a arma que ele pretende trabalhar por toda parte, ou se ele for auxiliado por uma criança, a arma apropriada sendo avançanda para o centro e exclama:
“Eu estou armado! Eu estou armado! Eu sou forte! Eu sou forte!”
(Ele vai para o Oeste, onde habitam as Ondinas.)
“Com a minha baqueta eu suprimo os habitantes da água”
(Para o Sul, onde estão as Salamandras).
“Que os habitantes do Fogo se acovardem diante do Fogo de minha Espada!”
(No Leste, o lar dos Silfos.)
“Que os ventos sejam suprimidos à oscilação da lança!”
(No Norte, entre os gnomos)
“Eu aprisionei os habitantes da Terra. Que eles calem-se diante de mim. ”
(Volta ao centro).
“Eu estou armado! Eu sou forte!
Que eles se curvem perante o esplendor de Ra-Hoor-Khuit! ”
(Em seguida, ele realiza as quatro adorações, conforme ensinado para o mundo exterior.)
“Eu sou o Senhor de Tebas, e eu
O vate inspirado de Mentu;
Para mim desvela o véu do céu,
O sacrificado Ankh-af-na-khonsu
Cujo verbo é lei. Deixa que eu incite
Tua presença aqui, Ó Ra-Hoor-Khuit!
Ultimal Unidade demonstrada!
Adoro Teu poder, Teu sopro forte,
Deus terrível, suprema flor do nada,
Que fazes com que os deuses e que a morte
Tremam diante de Ti: -
Eu, Eu adoro a ti!
Aparece no trono de Ra!
Abre os caminhos do Khu!
Ilumina os caminhos do Ka!
Nas rotas do Khabs sê tu
Para mover-me ou parar-me!
Aum! enche meu carme!
É minha a luz; faz que eu me vá
Com os seus raios. Sou o autor
De oculta porta ao Lar de Ra
E Tum, de Khephra e de Ahathoor.
Eu sou teu Tebano, Ó Mentu,
O profeta Ankh-af-na-khonsu!
Por Bes-na-Maut bato no peito;
E por Ta-Nech lanço o feitiço.
Brilha, Nuit, ó céu perfeito!
Alada cobra, luz e viço,
Abre-me tua Casa, Hadit!
Mora comigo, Ra-Hoor-Kuit! ”
(Segue a dança mística, conforme ensinada em segredo: ou que o Magus trace onze círculos ao redor da sala, viajando contra o curso do Sol, pois o que está em efeito é Ele que é silêncio, a Terra girando).
(Que o hino seja cantado, ou o Mantra recitado. Mas antes que ele termine, que cante:)
“Acima, o gemado azul é
O despido esplendor de Nuit;
Ela se curva em êxtase para beijar
Os secretos ardores de Hadit.
O globo alado, o estrelado azul
São meus, Ó Ankh-af-na-khonsu! ”
(Então ele vem para o Leste do Trono de Ra e exclama:)
“Ultimal Unidade demonstrada!
Adoro Teu poder, Teu sopro forte,
Deus terrível, suprema flor do nada,
Que fazes com que os deuses e que a morte
Tremam diante de Ti: -
Eu, Eu adoro a ti! ”
(Ajoelhar-se ao Oeste. Em seguida, ele retoma seu Trono, assumindo o Poder do Deus & diz:)
“É minha a luz; faz que eu me vá
Com os seus raios. Sou o autor
De oculta porta ao Lar de Ra
E Tum, de Khephra e de Ahathoor.
Eu sou teu Tebano, Ó Mentu,
O profeta Ankh-af-na-khonsu! ”
(Silêncio: então:)
“ABRAHADABRA 111-11111 - 111 (Ele bate.)
Encerramento
“ABRAHADABRA!
Saudações a ti, que és Rá em teu Levante! O Disco de Khephra paira sobre as águas do Amentet: É Hora da Dispersão dos Senhores do Silêncio”.
111 - 11111 - 111 (Ele bate)
(Levantando-se, ele faz a cerimônia, exatamente como na abertura até o versículo 2 da canção chamada de encantamento. Mas ele vai com o Sol, como se permitisse que a Natureza retomasse a sua influência. Ele para ao Leste do Trono de Rá e clama:)
“É Hora do Banquete de Ra-Hoor Khuit”.
(Levantando os bolos do Santo de Luz, o sacerdote deve recitar:)
“Eu vôo como um falcão! Eu poleiro sobre aquela morada da AAT no festival do Poderoso de luz. Que vivamos pelo que os Deuses nos dão, & os Khus; que vivamos e obtenhamos poder por estes bolos; queos comamos ante os os deuses e os Khus; que obtenhamos poder por estes bolos! Comamos disto sob a sombra das folhas da Palmeira daquela ..., Nossa Senhora e Nosso Santo do Céu!
Que a oferenda do Sacrifício (Ele o faz) e a oferenda dos bolos (Ele os levanta) e dos vasos de libação (Ele o faz derramar) seja feita neles!
Minha cabeça é como a Cabeça de Rá, e os meus membros são fortes como os membros de Tum.
Minha língua é a língua de Ptah & meu trono é o Trono de Nossa Senhora Ahathoor.
Eu pronuncio as palavras de meu pai Tum; a serva de Seb é constrangida, e todos se curvam diante de mim com medo.
Eles me glorificam em seus Hinos; o Cabelo Divino de Seb é o nome pelo qual Eles me invocam para proteger a Terra, da qual sou seu Senhor e Deus. O deus Seb refrescando-me faz a sua ... assim como a minha própria.
Os habitantes de Amun baixam a cabeça diante de mim porque eu sou o seu Senhor, o seu Macho.
Eu sou mais poderoso do que o Senhor do Tempo; eu devo desfrutar dos prazeres do amor, e ganhar o domínio ao longo de milhões de anos. ”
(Ele então retoma o Trono de Rá, como o poder de deus, dizendo:)
“É minha a luz; faz que eu me vá
Com os seus raios. Sou o autor
De oculta porta ao Lar de Ra
E Tum, de Khephra e de Ahathoor.
Eu sou teu Tebano, Ó Mentu
O profeta Ankh-af-na-khonsu! ”
(Levantando, ele se move para o Oeste ou, como alguns dizem, para o Sul, dizendo com o sinal:)
“Hathoor, Senhora de Amentet, habitante poderosa na montanha funérea, o olho de Rá, habitante diante Dele, a beleza do fogo na barca de milhões de anos, sejam eles favoráveis a nós, e que Tua luz e beleza esteja conosco, Teus amantes na Casa da Paz!
ABRAHADABRA 111 - 11111 - 111 (Ele bate)
[Esta abertura e fechamento do Templo é protuberante em todas as ocasiões. Qualquer outra cerimônia, tais como a Evocação, Invocação, Iniciação e todos os Rituais Secretos, deveriam ser realizados quando o Templo está “aberto”. Além disso, no caso de Iniciações seu Nascimento, Morte e Casamento (com tais Rituais adicionais que venham a ser ensinados), devem ocorrer de fato em um Templo aberto.
Segue a cerimônia de admissão de um Neófito aos Mistérios, que deve ser realizada com ele antes que seja admitido a uma Ordália.]
O Ritual chamado de “Passando Pelo Tuat”
(Os oficiais são em número de Três, invisíveis estão Ta-Nech para Nuit, Bes-n-Maut para Hadit. Daí sai o Visível, o ponto mais baixo do Triângulo Vermelho da nossa Ordem, Ankh-f-n-Khonsu para Ra-Hoor-Khuit. A cerimônia é para unir o candidato, ou o ego, a ele.
O oficial é também Tem, para abrir; Rá para fechar; Kephra, para Admitir; e Ahathoor, para selar o grau. Ele é, portanto, o Pentagrama em si mesmo, ... o Hierofante. Sua roupa é a do Magus descrito por Abramelin. A baqueta está na sua mão; mas a lança e a espada estão preparadas. O candidato, se veste como é do seu costume, jejua por quatro e vinte horas. Antes da admissão, ele faz uma refeição completa. Então o oficial, aproximando-se, diz:)
“Saudação! Saudação a ti, Ó Tum, que vieste do abismo da água! Saudações a ti, que brilhas com esplendor duplo, que as tuas palavras sejam com poder ante aqueles Khus que habitam no Átrio, e que ------ Triunfante entre em sua assembléia. ------ realizou o decreto que foi dito aos exércitos de Rá durante a noite; desta forma que ele/ela saia como um khu vivo no local dos Mortos; que todos os deuses regozijem-se, clamando em voz alta: Salve! ----------! mesmo conforme clamam: Ave, Ó Ptah, que se levanta do Santo Lugar do Antigo, que é Annu!
(O candidato, em seguida, se despe, e é coberto pela mortalha de um cadáver. Seus pés e mãos são amarrados forte, sua boca é amordaçada, e seus olhos são vendados. Ele então é colocado no Caixão. O oficial se aproxima, agora que o caixão foi levado para o templo escuro. Ele cobre com um pano embebido com água consagrada as narinas do candidato, muito angustiante para ele.)
“Salve tu, Deus Temu, garanta-me a respiração doce que habita em tuas narinas!”
(O oficial desentope as narinas do Candidato, e sopra de suas narinas sobre as dele.)
“Homenagem a ti, ó Senhor da Claridade, na cabeça da grande Casa, príncipe da noite & da escuridão densa, eu saí como um Khu puro. Minhas duas mãos estão atrás de mim e minha sina é como a de meus antepassados! Ó dai-me a tua boca, que eu possa falar com ela, e guiar-te para o meu coração na hora das nuvens e trevas! ”
(O oficial remove a mordaça e beija o candidato sobre a boca.)
“Reverencio a ti, Ó Rá, que em teu crepúsculo és Tum-Heru-Khut, a ti divino, Ó Tu que formulastes Teu Pai & fez fértil tua mãe! Tu, globo primitivo, de onde surgem todas as coisas!
Quando tu apareces na parte de trás de teu Barco os homens gritam de alegria por ti, tu, criador dos deuses! Tu espalhastes os céus onde teus dois olhos podem viajar, tu fizeste a Terra ser uma vasta câmara para teus Khus, de modo que cada homem possa conhecer seus semelhantes. O barco Sektet está feliz, e o Barco Matet se regozija, e cumprimentam-te com exaltação conforme tu segues viagem. O Deus Nu está contente e teus marinheiros estão satisfeitos. O Uraeus derrotou os teus inimigos & e tu tens vencestes as pernas de Apep!”
(O oficial desamarra as pernas do Candidato).
“És belo, Ó Rá, a cada dia; e tua mãe Nuit te abraça; te pões em beleza e em teu coração se alegra quando tu no horizonte de Manu a montanha do Oeste; e os Santos assim se regozijam. O coração dos Deuses do Tuat ficam contentes quando tu exalas tua luz em Amentet; Seus dois olhos são dirigidos a ti! ”
(O oficial remove a venda, faz um flash de luz, e olha fixamente nos olhos do candidato, conforme diz:)
“Eles avançam para ver-te; seus corações regozijam-se quando te vêem no final!”
Tu dás ouvidos aos clamores dos que estão na Urna Funeral; tu acabas com seu desamparo e suprimes os males que estão sobre eles. ”
(O oficial desamarra & aperta as mãos do candidato).
“Eu sou o teu pai, que te eleva!
(Ele levanta o Candidato).
“Tu dás respiração para as suas narinas, e eles apoderam-se das reverências de tua Barca no horizonte de Manu. Tu és belo todos os dias, Ó Rá! Possa tua mãe Nuit abraçar ------ vitorioso!”
(O oficial tira e deixa cair a mortalha, e abraça o Candidato.
O oficial deixa o Candidato, e circumbula o templo onze vezes no sentido anti-horário, cantando a canção 'Assim como os traidores respiram ... etc.)
(Ele então se aproxima do candidato e diz: )
“Repita comigo: eu que nada sou, nego tudo o que eu era; eu que nada sou, afirmo tudo o que serei. Eu juro que, assim como Nuit está sobre mim, assim como Hadit está dentro de mim, assim também sou Ra-Hoor-Khuit! E a bênção e a adoração à Besta, o profeta da Amável Estrela! ”
(O oficial, retirando a marca 666 do altar, marca o Candidato na fronte, coração & cabeça.
O oficial agora circumbula o templo onze vezes recitando:)
“Eu sou o cinto do robe do deus Nu (aqui ele veste o candidato no robe apropriado) que brilha e derrama luz sobre aquilo que pertence ao seu peito, emitindo luz na escuridão, trazendo paz para os dois deuses que estão em guerra em seu coração.
Meu é o poderoso feitiço que levantou ele que havia caído.
Eu tomei posse do Senhor das Trevas; eu recuperei o olho do sol.
Eu trouxe Thoth, e fez até mesmo as medidas da balança.
Minha é a Coroa-Ureret; Maat está em meu corpo; as suas bocas são de azul-turquesa e cristais de rocha; a minha casa está entre as covas de lápis-lazúli: eu sou aquele que derrama a luz na escuridão As trevas tornam-se luz e brilho por mim.
Eu dei a luz na escuridão.
Eu derrubei os devoradores.
Eu cantei louvores aos que habitam na escuridão.
Eu levantei os que choraram, os que esconderam o rosto prostaram de tristeza; e eles olharam para mim.
Salve, pois eu sou Aquele cuja voz é o silêncio.
Eu abri o caminho; eu tornei luz a escuridão; eu vim, tendo dado um fim à escuridão, que de fato se tornou luz”.
(As luzes estão completamente acesas. O candidato é levado do Templo para a ... do barco. Este barco é de sete cúbitos de comprimento. É de porcelana verde, e com uma capota com um céu de estrelas, consagrado. Na proa está o Disco dourado de RÁ, com sua imagem. O oficial diz:)
“Os caminhos que estão acima estão postos em descanso ... Salve tu grande deus que estás em teu barco, traga tu a mim em teu barco ”.
(O oficial coloca o candidato dentro do barco.)
“Eu entrei no barco e navego pelo comando de Rá.
(Coloca a capota do céu sobre o barco).
“Levanta-te de volta ó serpente que habitas no Fogo, que fazes cessar o movimento do meu barco. Vai-te de volta para o céu, pois o que que está em minha mão está pronto.
Levanto-me no lugar da contenção, o barco avança prestando atenção ao teu caminho; tua cabeça é vendada, enquanto eu navego por sobre o céu.
Eu sou aquele que eleva a força; e eu vim, eu me tornei mestre das serpentes de RÁ, quando ele se pôs em minha visão, durante a noite eu giro pelo céu; mas tu estás acorrentado com os
grilhões que Rá ordenou.
Eu, mesmo eu, guio o ... com o qual Apep é rechaçado, e eu conheço as almas divinas do Oeste: Tum, e Sebek, o senhor de Baklan, e Hathoor a dama da Noite”.
(O barco avança:)
“Eu, mesmo eu, conheço o portão oriental do céu, donde vem RÁ com um vento favorável. Eu sou o timoneiro da Barca eterna; eu conheço os dois plátanos do ... entre os quais RÁ mostrou-se.
Eu, mesmo eu, conheço as almas divinas do Leste, Heru-khuit, e o bezerro da Deusa Khera, a Brilhante estrela da manhã.
(O barco avança para o primeiro Pilone.)
“Levanta-te de volta! Retorne Vai-te de volta, tu crocodilo Sui!
Tu não avançarás para mim, pois eu vivo pelas palavras mágicas de minha boca.”
(O barco circunda o Templo no sentido horário, deixa-o, & novamente enfrenta o Pilone. O mesmo para cada enunciado. )
“Meus dentes da frente são como facas & meus dentes molares são como
aquele que habita sobre o Colina do Terror! ”
(Circunda)
“Salve tu que assentou-se com teus globos oculares sobre as minhas palavras mágicas”.
(Circunda)
“Tu não deverás me levar embora, ó tu serpente Rerek, e não avançar até mim! Fique quieto e tu deverá comer
a dorna da abominação ante Rá! Tu deverás mastigar os ossos do Gato do Lodo!
(Circunda)
“Despeça-se de mim, Aphast, pois tu tens lábios que roem! Pois eu sou Khnemu, o Senhor de ... Peshemu ... Eu trago as palavras dos deuses a RÁ.
(Circunda)
“Homenagem a vós, duas Deusas Rekht, vós irmãs gêmeas.”
(Circunda)
“Salve vós duas deusas Meret, eu trago uma mensagem para vocês sobre as minhas palavras mágicas.
Eu brilho do barco Sektet.
Eu sou Ra-Hoor-Kaa, o sol de força e luz”.
(Circunda)
“Volte, afasta-te de mim, Ó Apep!
Afasta-te do divino local do nascimento de Rá, onde está a Casa do teu Terror!
Eu sou Rá, terrível e triunfante.
Rá se pôs, Rá se pôs; Rá é forte em seu crepúsculo.
Apep caiu; Apep, o inimigo de Rá, está derrotado.
(Circunda)
“Volta, Hai, ó tu impuro, abominação de Asar!
Tahuti arrancou tua cabeça e eu te assassinei e
te atirei completamente em pedaços. Afasta-te do barco Neshuet,
como com um vento justo Rá navegou sobre o seu céu.
(Circunda)
“Ó tu, Cetro de alegria! Que eu não seja ferido por nada; nem por
homem, nem por deuses, nem pelos santos mortos, nem pelos assassinados
violentamente, nem por aqueles dos tempos antigos, nem por qualquer mortal, nem por qualquer
alma humana! ”
(O barco entra no templo, e o circula, mas não sai; ele é trazido para o centro do mesmo. A capota é removida).
“Meu cabelo é o cabelo de Nu!
Meu rosto é o rosto do Disco!
Meus olhos são os olhos de Hathor!
Meus ouvidos são os ouvidos de Apu-t!
Meu nariz é o nariz de Kheuti Khas!
Meus lábios são os lábios de Anpu!
Meus dentes são os dentes de Serget!
Meu pescoço é o pescoço de Asi!
Meus ombros estão os ombros de Ba-neb-Tahtu!
Meus braços são os braços de Neith!
Minha coluna é a coluna de Sati!
Meu falo é o falo de Asar!
(Ou) Minha kteis é a kteis de Asi!
Meus tendões são os tendões dos Senhores de Keraba!
Meu peito é o peito do poderoso e terrível!
Minha barriga e costas são a barriga e costas de Sekhet.
Minhas nádegas são as nádegas do Olho de Hoor.
Meus quadris e pernas são os quadris e as pernas de Nuit!
Meus pés são os pés de Ptah!
Meus ossos são os ossos dos Deuses vivos!
Não há nenhum membro do meu corpo que não seja membro de algum Deus!
[O oficial, que tocou cada parte do candidato com sua baqueta (conforme foi nomeada) agora levanta-o do barco, e o abraça, beijando sua testa. Em seguida, ele grita em voz alta:)
“ABRAHADABRA! Recebo-te na Ordem de Thelema!”
(Ele bate 111 - 11111 - 111)
(O barco foi retirado. O candidato se ajoelha no altar, enquanto o oficial realiza “A GRANDE INVOCAÇÃO” a partir de seu trono.)
(Eles, então, caminham em volta do templo no sentido anti-horário onze vezes, o braço esquerdo do oficial ao redor da cintura do candidato, e o braço direito do candidato em torno dele. O oficial diz conforme eles vão:)
“Eu sou uma andorinha! Eu sou uma andorinha! Eu sou o escorpião, a filha de Rá.
Salve tu, chama cujo perfume é doce!
Salve, vós deuses cujo perfume é doce!
Salve tu, chama que vem do horizonte!
Salve tu Senhor da cidade; estende a tua mão para mim,
deixe-me avançar com as minhas notícias, pois o meu discurso é de grande alegria.
Abra as portas para mim, e eu declararei as coisas que eu vi!
Hórus se tornou o divino Príncipe do Barco do Sol; a ele foi dado o nome de seu pai Osíris.
Eu estendi meus braços à palavra de Osíris; eu sou
entrou, eu sou justificado, eu saí digno no portão.
Eu sou puro no palácio da passagem das almas;
eu destruí o mal que se agarrava-se aos meus membros sobre a terra.
Salve, vós Falcões gêmeos sobre seus pináculos, vós que guardeis o portão do abismo, pois eu sou feito como vós!
Eu sou Aquele que sai durante o dia.
Eu passei os caminhos ocultos; sim ________ eu sou Ele, o
Espírito Não-Nascido, tendo Visão nos pés; forte e o fogo imortal!
Eu sou Ele, a Verdade!
Eu sou Ele, que odeia que a maldade seja feita no mundo!
Eu sou Ele, que relampeia e troveja!
Eu sou Ele, de quem é o temporal da vida da Terra.
Eu sou Ele, cuja boca sempre flameja!
Eu sou Ele, o gerador e manifestador ante a luz.
Eu sou Ele, a graça do Mundo!
O coração cingido com uma serpente é o meu nome! ”
(Eles vão para o Trono.)
“O meu lugar, ó meu trono, vinde a mim! e volta-vos de mim! ”
(Ele senta o candidato em seu Trono.)
“Eu sou o seu Senhor, Ó vós Deuses, Vinde e tomei seus lugares em meu séquito!”
(O oficial se prostra diante do Candidato, e o adora.)
(O oficial se levanta e pega sua lança, ao lado do candidato. Ele toca com a ponta a marca 666 e diz:)
“Assim como essa marca não deve ser apagada do teu corpo, assim esta Iniciação não deve ser apagada da tua alma!”
(Os oficiais então levam-no do Trono e o convidam a permanecer junto ao altar, enquanto o fechamento é realizado. Depois ele(a) pode recepcioná-lo, nos precintos da Santa Casa para um banquete e agir amigavelmente com ele.)
(fim)
“Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram”.
Origem da tradução:
Traduzido por Frater S.R.



