Nekam, Adonai!

O Discurso do Preceptor para seus Templários

Para Sir James Thomas Windram

Amor, o salvador do mundo
Deve ser castigado com muitos açoites,
Do seu lugar no céu lançado,
Banido diante de todos os deuses.

Amor, que purifica tudo, deve ser
Lavado em seu próprio sangue e lágrimas,
Herdeiro de toda a eternidade
Fez o mártir dos anos.

Amor, que preenche o vazio com a felicidade,
Estanca a inundação eterna,
Cura a ferida do abismo,
Limpa, à miséria de seu sangue.

Amor, que usa a coroa de louros,
Volta-se para ganhar os restos da perda,
Que a partir da vergonha recupera reputação,
É a podridão da cruz.

Através do coração uma punhalada,
Na boca, um beijo traidor,
Na fronte a marca da luxúria,
Nos olhos o arder de felicidade!

Vida, o alcoviteiro de malícia, arrasta
O amor com a violação de dedos rudes,
Arremessa à pilha de poeira os trapos da morte
De sua virgindade sangria.

Portanto, nós, os escravos do amor,
Levantam-se com os lábios e olhos trêmulos;
Há de chegar acima
Os santuários das almas maculadas.

Blasfêmia sob nosso toque
Volta-se ao mais temeroso intento da oração;
A fogueira mais vil do profanador
É o nosso sacramento central.

Triunfo, Templários, que são empossados
Àquela vingança sinistra,
Vigilante da escuridão à manhã
Pelo nosso sepulcro saqueado.

Morte à superstição, juram!
Morte à tirania, respondam!
Pelo Mestre martirizado, atrevam
Morte, e que pode estar além!

Pisar no crucifixo, neguem!
A boca à lâmina-de-punhal, afirmem!
Mirando a garganta, nós esfaqueamos o espião;
Mão no joelho, esmaguemos o verme.

Cada cavaleiro esconde a marca!
Lança ao alto o pendão!
Pelo juramento e provação, levanta!
Pelo cálice amargo, ataque!

Beauséant foi lançado à frente?
A Belli Vexillum foi fixada?
Avante, Templários, velhos e jovens,
Em nome de Baphomet!


Traduzido por Phelipe Folgierini