A Missa da Fênix

sub figurâ XLIV

Sigillum Sanctum Fraternitatis A∴A∴

Publicação da A∴A∴ em Classe D

O Magista, com o peito nu, fica diante de um altar sobre o qual estão seu Buril, Sino, Turíbulo e dois dos Bolos de Luz. Ele alcança o oeste além do Altar com o Sinal do Entrante, e exclama:

Salve Rá, que em tua barca navegas
Para dentro das Escuras cavernas!

Ele dá o sinal de Silêncio, e pega o Sino, e Fogo, em suas mãos.

Ao leste do Altar, estou de prontidão,
Com luz e músicka em minha mão!

Ele bate o Sino Onze vezes 3 3 3 — 5 5 5 5 5 — 3 3 3 e coloca o Fogo no Turíbulo.

O Sino toco, o Turíbulo inflamo
E o misterioso Nome chamo.

ABRAHADABRA

Ele bate o Sino Onze vezes.

Agora eu começo a rezar: Tu Criança,
Santo e imaculado é Teu nome!
Teu reino é vindo: a Tua vontade realizada.
Aqui está o Sangue; aqui está o Pão
Pela meia noite até o Sol me traga!
Me salva do Bem e do Mal!
Que Tua coroa una de todas as Dez
Mesmo aqui e agora seja minha. AMÉM.

Ele coloca o primeiro Bolo no Fogo do Turíbulo.

Enquanto este Bolo-Incenso o fogo consome,
Ouve estas adorações de Teu nome.

Ele as faz como em Liber Legis, e bate o Sino novamente Onze vezes. Então ele faz o sinal apropriado com o Buril sobre seu peito.

Vê como sangra a ferida em meu peito
Pelo sinal sacramental que foi feito!

Ele coloca o segundo Bolo na ferida.

Estanco o Sangue que a hóstia toca
Enquanto o alto sacerdote invoca!

Ele come o segundo Bolo.

Presto o Juramento e como este Pão,
Enquanto eu me inflamo em oração:
“Nenhuma culpa ou graça esperes:
Esta é a Lei: FAZE O QUE TU QUERES!”

Ele bate o Sino Onze vezes, e exclama

ABRAHADABRA.

Entrei com pesar; agora deixo
      Com benção e regozijo,
Para tomar meu deleite,
      Entre os que estão vivos.

Ele segue em frente.

Comentário (ΜΔ)

Este é o número especial de Hórus; é o sangue hebraico, e a multiplicação de 4 por 11, o número da Magick, explica 4 em seu melhor sentido. Mas consulte especificamente os relatos das circunstâncias do Equinócio dos Deuses no Equinox I, vii.

A palavra “Fênix” pode ser considerada como incluindo a ideia de “Pelicano”, um pássaro que nas fábulas alimenta seus jovens com o sangue de seu próprio peito. No entanto as duas ideias, embora cognatas, não são idênticas, e “Fênix” é o símbolo mais preciso.

Este capítulo é explicado no Capítulo 62.

Seria impróprio comentar mais sobre um ritual que foi aceito como oficial pela A∴A∴.

Traduzido por Frater Set Rah (AMWQ) em março de 2018.