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Liber Βατραχοφρενοβοοκοσμομαχια

sub figurâ DXXXVI

Sigillum Sanctum Fraternitatis A∴A∴

Publicação da A∴A∴
em Classe B

Imprimatur:
N. Fra A∴A∴

Dentro de Seu crânio existem diariamente treze mil miríades de Mundos, que extraem sua existência Dele, e por Ele são sustentados. – I.R.Q. iii. 43.

0. Que o Practicus estude os livros de astronomia, viaje, se necessário for, para uma terra onde o sol e as estrelas estão visíveis, e observe o céu com os melhores telescópios aos quais ele pode ter acesso. Que ele memorize os principais fatos e (pelo menos aproximadamente) as figuras da ciência.

1. Agora, uma vez que estas figuras não deixarão nenhuma impressão direta com qualquer precisão em sua mente, que ele adote esta prática A.

A. Que o Practicus se sente diante de uma mesa quadrada vazia, e que um número desconhecido de pequenos objetos similares seja jogado de tempos em tempos por seu celā sobre a mesa, e que por esse celā sejam recolhidos rapidamente.

Que o Practicus declare com um relance, e o celā confirma por sua própria contagem, a quantidade de tais objetos.

A prática deve durar um quarto de hora três vezes ao dia. O número máximo de objetos deve ser primeiro de sete. Este máximo deve aumentar em um em cada prática, desde que nenhum erro seja cometido pelo Practicus ao estimar o número jogado.

Esta prática deve continuar assiduamente por pelo menos um ano.

Espera-se que a rapidez do celā ao recolher os objetos aumente com o tempo. Depois de um tempo, a prática não precisa ser limitada a um quarto de hora três vezes ao dia, mas aumentada com discrição. Deve-se tomar cuidado ao detectar os primeiros sintomas de fadiga, e parar, se possível, mesmo antes de ela ameaçar. O psicólogo experiente aprende a reconhecer até mesmo pequenas hesitações que marcam o demasiado esforço da atenção.

2. Alternando com a prática acima, que o Practicus inicie esta prática B. Supõe-se que ele tenha conquistado completamente as dificuldades elementares de Dhāraṇā, e seja capaz de impedir que as imagens mentais alterem a forma, tamanho e cor contra sua vontade.

B. Sentado ao ar livre, que ele se esforce em formar uma imagem mental completa de si mesmo e de seu entorno imediato. É importante que ele esteja no centro de tal imagem, e capaz de olhar livremente para todas as direções. A imagem final deve ser uma consciência completa do todo, fixa, clara e definida.

Que ele gradualmente agregue a esta imagem, incluindo objetos cada vez mais distantes, até que ele tenha uma imagem de todo o campo de visão.

Ele provavelmente descobrirá que é muito difícil aumentar o tamanho aparente da imagem à medida que prossegue, e deve ser seu esforço mais sério fazê-lo. Ele deve procurar, em particular, apreciar as distâncias, quase ao ponto de combater as leis da perspectiva.

3. Tendo realizado estas práticas A e B, e seus estudos em astronomia concluídos, que ele tente esta prática C.

C. Que o Practicus forme uma imagem mental da Terra, em particular esforçando-se para perceber o tamanho da Terra em comparação consigo mesmo, e que ele não se contente até que por assiduidade ele tiver conseguido bem.

Que ele adicione a Lua, tendo bem em mente os tamanhos relativos e a distância entre o planeta e seu satélite.

Ele provavelmente descobrirá que o truque final da mente é um desaparecimento constante da imagem, e a aparição da mesma em uma escala menor. Ele deve superar esse truque ele por constante esforço.

Então ele adicionará, Vênus, Marte, Mercúrio e o Sol, um de cada vez.

É permissível nesse estágio mudar o ponto de vista para o centro do Sol, e fazê-lo pode acrescentar estabilidade à concepção.

Então o Practicus pode adicionar os Asteroides, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Agora a máxima atenção aos detalhes é necessária, pois a imagem é altamente complexa, à parte da dificuldade de apreciar o tamanho e a distância relativos.

Que essa imagem seja praticada mês após mês até que seja absolutamente perfeita. A tendência que pode se manifestar de passar para Dhyāna e Samādhi deve ser resolutamente combatida com toda a força da mente.

Então que o Practicus recomece a imagem, começando do Sol, e adicionando os planetas um a um, cada um com seu movimento próprio, até que ele tenha uma imagem perfeita do Sistema Solar em todos os aspectos, como ele realmente existe. Que ele perceba particularmente que, a menos que o tamanho aparente se aproxime do real, sua prática foi desperdiçada. Então que ele adicione um cometa à imagem; ele pode descobrir, talvez, que o caminho desse cometa pode ajudá-lo a expandir a esfera de sua visão mental até incluir uma estrela.

E assim, reunindo uma estrela após a outra, que sua contemplação se torne vasta como o céu, no espaço e no tempo, sempre aspirando à percepção do Corpo de Nuit; sim, do Corpo de Nuit.


Traduzido por Frater Set Rah (AMWQ) em abril de 2018.