Liber Turris vel Domus Dei

sub figurâ XVI

Sigillum Sanctum Fraternitatis A∴A∴

Publicação da A∴A∴
em Classe B

Imprimatur:
N. Fra A∴A∴

0. Esta prática é muito difícil. O estudante não pode esperar por muito sucesso a menos que tenha dominado completamente o Āsana, e obtido sucesso muito definido nas práticas de meditação de Liber E e Liber HHH.

Por outro lado, qualquer sucesso nessa prática é de um caráter excessivamente alto, e o estudante está menos sujeito a ilusões e auto ilusões nela do que em quase qualquer outra que Nós tornamos pública.

[A prática de meditação em Liber E consiste na restrição da mente a um único objeto predeterminado e imaginado exterior ao estudante, simples ou complexo, em repouso ou em movimento: as de Liber HHH em fazer com que a mente passe por uma série predeterminada de estados: o Rāja Yoga dos hindus é essencialmente uma extensão dos métodos de Liber E para objetos interiores: o Mahāsatipaṭṭhāna dos budistas é essencialmente uma observação e análise dos movimentos corpóreos. Enquanto a presente prática difere radicalmente de todas estas, é da maior vantagem estar familiarizado na prática com cada uma delas, primeiramente no que diz respeito a suas dificuldades incidentais, e em segundo lugar, a seus resultados apurados em relação à psicologia. ED.]

1. Primeiro Ponto. O estudante deve primeiramente descobrir para si a posição aparente do ponto em seu cérebro onde os pensamentos surgem, se houver tal ponto.

Se não houver, ele deve buscar a posição do ponto onde os pensamentos são julgados.

2. Segundo Ponto. Ele também deve desenvolver em si mesmo uma Vontade de Destruição, até mesmo uma Vontade de Aniquilação. Pode ser que ela seja descoberta a uma distância incomensurável de seu corpo físico. No entanto, ela deve ser alcançada, ele deve se identificar com ela mesmo até a perda de si mesmo.

3. Terceiro Ponto. Então que esta Vontade observe vigilantemente o ponto onde os pensamentos surgem, ou o ponto onde eles são julgados, e que todo pensamento seja aniquilado conforme é percebido ou julgado[1].

4. Quarto Ponto. Em seguida, que todo pensamento seja inibido em sua concepção.

5. Quinto Ponto. Em seguida, que até mesmo as causas ou tendências que se não forem checadas resultam em pensamentos sejam descobertas e aniquiladas.

6. Sexto e Último Ponto. Que a verdadeira Causa de Tudo[2] seja desmascarada e aniquilada.

7. Isto é aquilo que foi dito pelos sábios da antiguidade sobre a destruição do mundo pelo fogo; sim, a destruição do mundo pelo fogo.

8. [Isso e os versos seguintes são de origem moderna.] Que o Estudante se lembre de que cada Ponto representa uma consecução definida de grande dificuldade.

9. Que ele não tente o segundo até que esteja bem satisfeito com seu domínio sobre o primeiro.

10. Esta prática é também aquela que foi mencionada por Fra P. em uma parábola como segue:

11. Imunda é a fortaleza do ladrão, cheia de ódio;
Ladrão estrangulando ladrão, e companheiro em guerra com companheiro
Enfrentando invasores selvagens, todos abandonados ao Acaso!

Não há nem saúde nem felicidade ali.
A hombridade é covardia, e a virtude é pecado.
Escuridão intolerável a encobre.

Nem o coração do inferno tem um nuance tão nocivo;
Ainda assim, inofensiva e ilesa, e sem desespero,
Definha em sua prisão uma donzela incorrupta.

Confinada pelo mago mestre para seu desejo,
Ela desconcerta suas seduções e sua ira,
Orando pelo fogo de Deus que tudo aniquila.

O Senhor dos Exércitos deu ouvidos a seu canto:
O Senhor dos Exércitos ficou furioso com sua injustiça.
Ele soltou o cão do céu da sua correia.

Violento e vívido bateu o relâmpago do raio.
De uma só vez a torre balançou e rachou sob seu açoite,
Queimou com fogo inextinguível; se tornou cinzas.

Mas aquele mesmo fogo que sufocou a contenda do ladrão,
E atingiu a luxúria e a vida de cada ser,
Tornou a doce donzela em uma esposa alegre.

12. E esta:

13. Há um poço diante do Grande Trono Branco
Que está sufocado pelo detrito de eras;
Entulho e argila e sedimento e pedra,
Deleite dos lagartos e desespero dos sábios.

Apenas o relâmpago de Sua mão que repousa,
E ainda repousará quando o tirano usurpador cai,
Pode purificar aquela região selvagem de vontades e perspicácias,
Fazer jorrar aquela fonte em salas eternas.

14. E esta:

15. Enxofre, Sal e Mercúrio:
Dos três, qual é o mestre?

Sal é a Senhora do Mar;
Senhor do Ar é Mercúrio.

Agora pela graça de Deus aqui está o sal
Fixado sob a abóbada violeta.

Agora pelo amor de Deus purifique-o
Com nosso orvalho Hermético certo.

Agora por Deus em quem confiamos
Seja nosso sal sófico combustão.

Então finalmente o Olho verá
Três em Um e Um em Três,

Enxofre, Sal e Mercúrio,
Coroados pela Alquimia Celestial!

Ao Um que enviou os Sete
Glória no Céu Altíssimo!

Para os Sete que são os Dez
Glória sobre a Terra, Amém!

16. E das dificuldades desta prática e dos Resultados que a recompensam, que estas coisas sejam descobertas pelo correto Ingenium do Practicus.


[1] Esta é também a “Abertura do Olho de Śiva”. ED.

[2] Māyan, o Magista, ou Māra. Também O Habitante do Umbral em um sentido muito exaltado. ED.


Traduzido por Frater Set Rah (AMWQ) em abril de 2018.