A Fórmula de IAO

Este artigo é um capítulo de Liber ABA – Magick – O Livro Quatro

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Capítulo V
A Fórmula de I.A.O.

Esta fórmula é a principal e mais característica de Osiris, da Redenção da Humanidade. I é Isis, Natureza, arruinada por A, Apófis o Destruidor, e restaurada à vida pelo Redentor Osiris1. A mesma ideia é expressada pela fórmula Rosa-Cruz da Trindade:

Ex Deo nascimur.
In Jesu morimur.
Per Spiritum Sanctum reviviscimus.

Isso também é idêntico à Palavra Lux, L.V.X., que é formada pelos braços de uma cruz. É esta fórmula que é implicada naqueles antigos e modernos monumentos em que o falo é adorado como o Salvador do Mundo.

A doutrina da ressurreição tal como vulgarmente compreendida é falsa e absurda. Não está sequer na “Escritura”. “São Paulo” não identifica o corpo glorificado que se ergue com o corpo mortal que morre. Pelo contrário, ele repetidamente insiste na diferença.

O mesmo se passa com uma cerimônia mágica. O magista que é destruído por absorção na Divindade é realmente destruído. O miserável autômato mortal permanece no Círculo. Não é de mais importância para Ele que o pó no chão2.

Mas antes de entrarmos nos detalhes de I.A.O. como fórmula mágica, deve ser observado que é essencialmente a fórmula de Yoga ou meditação; de fato, o misticismo elementar em todos os seus ramos.

Ao iniciarmos uma prática de meditação, existe sempre3 um prazer tranquilo, um gentil crescimento natural; nós nos interessamos vivamente pelo trabalho; parece fácil; estamos muito contentes de termos começado. Este estágio representa Isis. Mais cedo ou mais tarde ele é sucedido por depressão – a Noite Escura da Alma, um infinito cansaço e desagrado pelo trabalho. Os atos mais simples e mais fáceis se tornam quase impossíveis de serem executados. Essa impotência é tão forte que enche a mente de desespero. A intensidade deste desgosto dificilmente poderia ser compreendida por qualquer pessoa que não o tenha experienciado. Este é o período de Apófis.

É seguido pelo erguimento, não de Isis, mas de Osiris. A condição antiga não é restaurada, mas uma condição nova e superior é criada; uma condição que só se tornou possível através do processo da morte.

Os Alquimistas ensinaram esta mesma verdade. A primeira matéria da obra era grosseira e primitiva, se bem que “natural”. Após passar por vários estágios, o “dragão negro” aparecia; mas disto surgia o ouro puro e perfeito.

Mesmo na lenda de Prometeu encontramos uma fórmula idêntica escondida; e uma observação semelhante se aplica às fórmulas de Jesus Cristo, e de muitos outros místicos homens-deuses adorados em diversas nações4.

Uma cerimônia mágica baseada nesta fórmula está em harmonia essencial com o processo místico natural. Nós a encontramos como base de muitas iniciações importantes, notavelmente o Terceiro Grau da Maçonaria, e a cerimônia 5°=6° da G.D., descrita em Equinox I (3). Uma autoiniciação cerimonial pode ser construída sendo totalmente baseada nesta fórmula. A essência dela consiste em nos vestirmos como reis ou rainhas, depois nos despirmos e nos sacrificarmos, e erguemos daquela morte ao Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião.5 Existe uma identidade etimológica entre o Tetragrammaton e I.A.O., mas as fórmulas mágicas são inteiramente diversas, como as descrições aqui dadas mostram.

O professor William James, em As Variedades da Experiência Religiosa, classificou bem os tipos como “nascido uma vez” e “nascido duas vezes”; mas a religião agora proclamada em Liber Legis harmoniza estas duas, transcendendo-as. Não existe tentativa de negar a morte negando sua existência, como fazem os “nascidos uma vez”; ou de aceitar a morte como o portal de uma nova vida, como fazem os “nascidos duas vezes”. Com a A∴A∴, vida e morte são igualmente incidentes em uma carreira, muito como dia e noite são na história de um planeta. Mas para continuarmos o uso desta imagem, nós contemplamos o planeta de longe. Um Irmão da A∴A∴ enxerga (o que outra pessoa chamaria de) a “si mesmo” como um – ou, ainda, alguns – em meio a um grupo de fenômenos. Ele é aquele “nada” cuja consciência é em um senso o universo considerado como um único fenômeno no tempo e no espaço, e noutro senso a negação daquela consciência. O corpo e mente do homem são importantes (se o são) apenas como o telescópio é importante para o astrônomo. Se o telescópio fosse destruído, isto não causaria apreciável diferença no Universo que ele revela.

Será agora compreendido que esta fórmula de I.A.O. é uma fórmula de Tiphereth. O magista que a emprega está cônscio de si mesmo como um homem sujeito a sofrimento, e está ansioso por transcender este estado unindo-se a Deus. Isto lhe parecerá ser o Supremo Ritual, o último passo; mas, como já foi mencionado, é apenas uma preparação. Para o homem normal de hoje em dia, entretanto, representa uma notável consecução; e existe uma fórmula muito mais antiga que será investigada no Capítulo VI.

O MESTRE THERION, no décimo sétimo ano do Æon, reconstruiu a Palavra IAO para satisfazer as novas condições da Magia impostas pelo progresso. A Palavra da Lei sendo Thelema, cujo número é 93, esse número deveria ser o cânone de uma Missa correspondente. Consequentemente, ele expandiu IAO tratando o “O” como Ayin, e adicionando Vau como prefixo e sufixo. A palavra inteira, então, é:

ויאעו

cujo número é 93. Nós podemos analisar esta Palavra em detalhes e demonstrar que ela é um hieróglifo apropriado do Ritual de Autoiniciação neste Æon de Horus. Para as correspondências nas notas que seguem, veja-se Liber 777. Os pontos principais são estes:

Atu (Trunfo do Tarô) Nº do Atu Letra Hebraica Nº da Letra Correspondência na Natureza Outras Correspondências
O Hierofante (Osiris coroado e no trono, com a Baqueta).

Quatro Adorantes; os quatro elementos.
V Vau (um prego), V, W ou vogal entre O e U – ma’ajab e ma’aruf 6 Touro (um signo de Terra regido por Vênus; a Lua exaltada ali – mas é macho). Liberdade, isto é, livre arbítrio. O Sol. O filho em Tetragrammaton. (veja-se cap. III) O Pentagrama que mostra o Espírito mestre & reconciliador dos Quatro Elementos.

O Hexagrama que une Deus e Homem. A consciência, ou Ruach.

Parzival como a Criança aos cuidados de sua mãe viúva: Horus, filho de Isis e de Osiris morto.

Parzival como Rei & Sacerdote em Montsalvat realizando o milagre da redenção; Horus coroado e conquistador, assumindo o lugar de seu pai.

Cristo-Baco no Céu-Olimpo salvando o mundo.
O Eremita (Hermes com a Lâmpada, Asas, Baqueta, Manto e Serpente). IX Yod (uma mão), I ou Y anglo-saxão. 10 Virgem (um signo de Terra regido por Mercúrio, que ali está exaltado; sexualmente ambivalente). Luz, isto é, da Sabedoria, a Luz Interna. A raiz do Alfabeto. O Espermatozoide. O jovem saindo para suas aventuras após ter recebido a Baqueta. Parzival no deserto. Cristo se refugiando no Egito, e no Monte tentado pelo Diabo. A Vontade Inconsciente ou Palavra.
O Louco (o Bebê no Ovo sobre o Lótus, Baco Diphues etc.). 0 Aleph (um boi), A, mais ou menos. 1 Ar (a condição de toda a Vida, o veículo imparcial. Sexualmente não desenvolvido). Vida, isto é, o órgão de possível expressão. O livre alento. A Suástica. O Espírito Santo. O Útero da Virgem. Parzival como “der reine Thor”, que nada sabe. Horus. Cristo-Baco como o bebê inocente, perseguido por Herodes-Hera. Hércules estrangulando as serpentes. O Ente Inconsciente ainda indeterminado em qualquer direção.
O Diabo (Baphomet sobre o trono e adorado por Macho & Fêmea. Veja-se o desenho de Eliphas Levi). XV Ayin (um olho), A ou O, mais ou menos – um bode grunhindo, A’a. 70 Capricórnio (um signo de Terra regido por Saturno; Marte exaltado ali. Sexualmente macho). Amor, isto é, o instinto de satisfazer a Divindade unindo-se com o Universo. Parzival em Armadura Negra, pronto para retornar a Montsalvat como Salvador-Rei: Horus adulto. Cristo-Baco com Cruz de Calvário, Kithairon-Thyrsus.

IAϜ varia de significado com sucessivos Æons.

Æon de Isis

Idade Matriarcal. A Grande Obra concebida como um assunto direto e simples.

Nós vemos esta teoria refletida nos hábitos do Matriarcado. Acreditava-se que a Partenogênese fosse um fato. A Virgem (Yod-Virgo) continha em si mesma o Princípio do Crescimento – a epicena semente Hermética. Esta se tornava o Bebê no Ovo (A, Harpocrates) por virtude do Espírito (A = Ar, impregnando a Abutre-Mãe) e isto se tornava o Sol ou Filho (F = a letra de Tiphereth, 6, mesmo quando soletrado como Ômega, em copta. Veja-se 777.)

Æon de Osiris

Idade Patriarcal. Dois sexos. I: Concebido como o Pai-Baqueta (Yod em Tetragrammaton). A: O Bebê é perseguido pelo Dragão, que vomita um dilúvio de sua boca para engoli-lo. Veja-se Rev. VII. O Dragão era também a Mãe – a “Mãe Maligna” de Freud. Era Harpocrates, ameaçado pelo crocodilo no Nilo. Nós encontramos o simbolismo da Arca, o Ataúde de Osiris etc. O Lótus é a Yoni; a Água é o Fluido Amniótico. A fim de viver sua própria vida, a criança devia deixar a Mãe e vencer a tentação de voltar a ela para refúgio. Kundry, Armida, Jocasta, Circe etc. são símbolos desta força que tenta o Herói. Ele pode tomá-la como serva6 quando a tiver dominado, a fim de curar seu Pai (Amfortas), vingá-lo (Osiris) ou apaziguá-lo (Jehovah). Mas para se tornar um homem ele deve parar de depender dela, ganhando a Lança (Parzival), exigindo suas armas (Aquiles), ou fabricando sua maça (Hércules)7, e vagando no deserto selvagem como Krishna, Jesus, Édipo, χ.τ.λ. – até que, como “Filho do Rei” ou cavaleiro errante, ele deve conquistar a Princesa e sentar-se sobre um trono distante. Quase todas as lendas de heróis implicam esta mesma fórmula em símbolos notavelmente similares. F: Vau, O Sol – Filho. Supostamente mortal; mas como isto é mostrado? Parece uma absoluta perversão da verdade; os símbolos sagrados não dão qualquer indicação. Esta mentira é a essência da Grande Fetiçaria. A religião Osiriana é uma fantasia freudiana fabricada do pavor da morte e da ignorância dos fatos naturais. A ideia da partenogênese persiste, mas agora é a fórmula para encarnar semideuses, ou reis divinos; estes devem ser assassinados e erguidos de entre os mortos de uma maneira ou de outra8.

Æon de Horus

Dois sexos em uma só pessoa.

FIAOF: 93, a fórmula completa, reconhecendo o Sol como Filho (Estrela), como a Unidade preexistente manifestada da qual tudo surge e à qual tudo retorna. A Grande Obra é transmutar o FF inicial de Assiah (o mundo da ilusão material) no FIF final de Atziluth,9 o mundo da pura realidade.

Soletrando o Nome por inteiro, FF + IFD + ALP + OIN + FI = 309 = ShT = XX + XI = 31, a Chave secreta da Lei.

F é a Estrela manifestada.

I: é a secreta Vida … Serpente
— Luz … Lâmpada
— Amor … Baqueta
— Liberdade … Asas
— Silêncio … Manto

Estes símbolos são todos mostrados no Atu “O Eremita”. Estes são os poderes do Yod, cuja extensão é Vau. Yod é a Mão com a qual o homem executa sua Vontade. É também a Virgem; sua essência inviolada.

A: é o Bebê que “formulou seu Pai e fertilizou sua Mãe” – Harpocrates etc., como antes; mas ele se desenvolve em…

O: o “Diabo” exaltado (também o outro Olho secreto), pela fórmula de Iniciação de Horus alhures descrita em detalhes. Este “Diabo” é chamado Satã ou Shaitan, e considerado com horror por gente que ignora sua fórmula e, imaginando-se a si mesma como maligna, acusa a Natureza de seu próprio crime imaginário. Satã é Saturno, Set, Abraxas, Adad, Adônis, Átis, Adão, Adonai etc. A mais séria acusação contra ele é apenas que ele é o Sol no Sul. Os Antigos Iniciados, vivendo em terras cujo sangue era as águas do Nilo ou do Eufrates, associavam o Sul com o calor consumidor da vida, e amaldiçoavam aquele ponto cardeal onde os raios do Sol eram mais mortíferos. Mesmo nas lendas de Hiram, é no meio-dia que ele é golpeado e sacrificado. Capricórnio é, além do mais, o signo em que o Sol entra quando alcança sua extrema inclinação no Sul no Solstício de Inverno, a estação da morte da vegetação, para pessoas do hemisfério norte. Isso lhes deu um segundo motivo para amaldiçoar o Sul. Um terceiro: a tirania dos ventos quentes, secos, venenosos; a ameaça de desertos e oceanos, pois misteriosos e intransponíveis. Isso tudo estava relacionado em suas mentes tendo uma ligação com o Sul. Mas para nós, cônscios de fatos da astronomia, este antagonismo para com o Sul é uma superstição tola, que os acidentes de suas condições locais sugeriram aos nossos antepassados animistas. Nós não vemos nenhuma inimizade entre Direita e Esquerda, Acima e Abaixo, e similares pares de opostos. Estas antíteses são verdadeiras apenas como termos de relação; elas são convenções arbitrárias pelas quais representamos nossas ideias em um sistema pluralístico baseado em dualidade. “Bom” tem que ser definido em termos dos ideais e instintos humanos. “Leste” não tem significado a não ser como referência dos assuntos internos de nosso planeta; como uma direção absoluta no espaço, ele muda um grau a cada quatro minutos. “Acima” não tem o mesmo significado para dois homens, a não ser que um esteja de pé sobre a cabeça do outro, e ambos em linha com o centro da Terra. “Duro” é a opinião privada de nossos músculos. “Verdadeiro” é um epíteto totalmente ininteligível que se tem provado refratário à análise dos nossos mais hábeis filósofos.

Nós, portanto, não temos o menor escrúpulo em restabelecer a “adoração diabólica” de ideias tais como essas que as leis do som e os fenômenos de fala e audição nos compelem a associar ao grupo de “Deuses” cujos nomes são baseados em ShT ou D, vocalizados pelo livre alento A. Pois esses nomes implicam as qualidades de coragem, franqueza, energia, orgulho, poder e triunfo; elas são as palavras que expressam a vontade criadora e paternal.

Assim, o “Diabo” é Capricórnio, o Bode que pula sobre as mais altas montanhas, a Divindade que, se manifestada no homem, faz dele Egipã, o Todo.

O Sol entra neste signo quando retorna para renovar o ano no Norte. Ele é também a vogal O, própria para rugir, para retumbar e comandar, sendo um sopro vigoroso controlado pelo firme círculo da boca.

Ele é o Olho Aberto do exaltado Sol, diante do qual todas as sombras fogem; também, aquele Olho Secreto que faz uma imagem de seu Deus, a Luz, e lhe dá poderes para pronunciar oráculos, iluminando a mente.

Assim, ele é o homem feito Deus, exaltado, lépido; ele chegou conscientemente à sua verdadeira estatura, e está assim pronto para iniciar sua jornada de redenção do mundo. Mas ele não pode aparecer nesta verdadeira forma; a Visão de Pã levaria os homens à loucura pelo medo que causaria. Ele deve se ocultar em seu disfarce original.

Portanto, ele se torna aparentemente o homem que era ao começar; ele vive a vida de um homem; de fato, ele é inteiramente um homem. Mas sua iniciação tornou-o mestre do Acontecimento, dando-lhe a impressão de que o que quer que aconteça é a execução de sua verdadeira vontade. Assim, o último estágio da iniciação dele é expresso em nossa fórmula como o final:

F — a série de transformações não afetou a identidade dele; mas explicou-o a si mesmo. De forma semelhante, cobre ainda é cobre após Cu + O = CuO: + H₂SO₄ = CuS₄O(H₂O): + K₂S = CuS(K₂SO₄): + maçarico de sopro e agente redutor = Cu(S).

É o mesmo cobre; mas nós aprendemos algumas de suas propriedades. Observamos especialmente que é indestrutível, inviolavelmente o mesmo através de todas as suas aventuras e em todos os seus disfarces. Vemos, além do mais, que pode apenas usar seus poderes, satisfazer as possibilidades de sua natureza e equilibrar suas equações, em assim se combinando com suas contrapartes. Sua existência como substância separada é evidência de sua sujeição à tensão; e isso é sentido como a dor de uma fome incompreensível até que ele percebe que toda experiência é um alívio, uma expressão de si mesmo; e que não pode ser danificado por coisa alguma que lhe aconteça. No Æon de Osiris foi verdadeiramente compreendido que o Homem deve morrer a fim de viver. Mas agora no Æon de Horus nós sabemos que todo evento é uma morte; sujeito e objeto matam um ao outro em “amor sob vontade”; cada uma de tais mortes é em si vida, o meio pelo qual realizamos a nós mesmos através de uma série de episódios.

O segundo ponto principal é a conclusão do A, Bebê Baco, pelo O, Pã (Parzival ganha a Lança etc.).

O primeiro processo consiste em achar o I no V – iniciação, purificação, descobrimento da Raiz Secreta de si mesmo, a Virgem epicena que é 10 (Malkuth), mas soletrada por extenso é 20 (Júpiter).

Este Yod na Virgem se expande como o Bebê no Ovo pela formulação da Secreta Sabedoria da Verdade de Hermes no Silêncio do Tolo. Ele adquire a Baqueta-Olho, vendo, agindo e sendo adorado. O Pentagrama Invertido – Baphomet – o Hermafrodita que chega à idade adulta – engendra a si mesmo como Vau novamente.

Note que agora há dois sexos em uma só pessoa do início ao fim, de forma que cada indivíduo é autoprocriativo sexualmente, enquanto Isis conhecia apenas um sexo, e Osiris pensava que os dois sexos eram opostos. Também, agora a fórmula é Amor em todos os casos; o fim é o começo em um plano mais elevado.

O I é formado do V removendo a cauda deste; o A equilibrando quatro Yods; o O formando um triângulo invertido de Yods, que sugere a fórmula de Nuit-Hadit-Ra-Hoor-Khuit. A são os elementos girando como uma Suástica – a Energia criadora em ação equilibrada.


  1. Existe uma fórmula bem diversa em que I é o Pai, O a Mãe, A a criança – e ainda outra, em que I.A.O. são todos três Pais de diferentes tipos, equilibrados por H.H.H., três Mães, para completar o Universo. Em uma terceira, a verdadeira fórmula da Besta 666, I e O são os opostos que formam o campo para a operação de A. Mas isto é um assunto mais elevado, inapropriado para este tratado elementar. Veja-se, porém, Liber Samekh, Ponto II, Seção J. ↩︎

  2. Não deixa, por isto, de ser seu instrumento, adquirido por Ele como um astrônomo compra um telescópio. Veja-se Liber Aleph para uma completa explicação dos objetivos conseguidos pelo estratagema da encarnação; também a Parte IV deste livro. ↩︎

  3. Assim não sendo, não estamos trabalhando direito. ↩︎

  4. Veja-se J. G. Frazer, “O Ramo de Ouro”; J. M. Robertson, “Pagan Christs”; A. Crowley, “Jesus” etc. etc. ↩︎

  5. Esta fórmula, se bem que agora sucedida por aquela de HORUS, a Criança Coroada e Conquistadora, permanece válida para aqueles que ainda não assimilaram a Lei de Thelema. Veja-se Liber Samekh. Compare também “The Book of the Spirit of the Living God”, onde há um ritual em extenso, se bem que em linhas ligeiramente diversas: Equinox I (3), pp. 269-272. ↩︎

  6. A sua única fala no último Ato é “Dienen: Dienen”. ↩︎

  7. Note que todos estes três permanecem durante um período entre as mulheres, impedidos de viver a própria vida máscula. ↩︎

  8. Todas essas ideias podem ser explicadas por referências à antropologia. Mas isto não é condená-las, e sim justificá-las; pois os costumes e lendas da humanidade refletem a verdadeira natureza da espécie. ↩︎

  9. Para as grafias, veja-se Liber 777. ↩︎


Traduzido por Marcelo Ramos Motta (Frater Ever). Revisado por Frater ΑΥΜΓΝ.

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