Quase tudo que sei sobre Qabalah – A Formação

Um capítulo de Quase Tudo que Sei Sobre a A∴A∴

Sua origem, a teoria da criação, correlações e qliphoth.

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Quase tudo que sei sobre o
Qabalah — A Formação

Neste artigo é abordado:

  • Contexto
  • A Origem da Qabalah
  • Para que serve Qabalah
  • A teoria cabalística do Início
  • O programa “improcessável”
  • As Qliphoth e a Árvore da Morte
  • De onde vieram as correlações

Contexto

Do Hebraico “קבלה”, transliterado como Qabalah, Cabala ou Kabbalah (que pode ser escrita de pelo menos outras 20 maneiras no alfabeto latino) significa aproximadamente Recepção, Tradição e Correspondência. Embora Kabbalah seja a transliteração que supostamente mais se assemelha à sonoridade, cada uma dessas formas de transliteração carrega o histórico das escolas e linhas de pensamento que as usaram, e a que me foi transmitida em especial nos Juramentos da A∴A∴ é Qabalah.

Quando pesquisamos sobre o tema usando a escrita “Qabalah” quase sempre teremos resultados ligados a um desenvolvimento hermético do esoterismo judaico, enquanto “Kabbalah” trará resultados ligados a tradições mais próximas do dogma judaico.

A Origem da Qabalah

Se tratando de quando ocorreu a primeira interação Qabalística, a história da palavra nos conduz a cultura abraâmica. Os membros dessa cultura dirão que o primeiro Qabalista recebeu a ciência diretamente da Divindade, como nas lendas sobre Enoque, Abraão e Moisés entre outros. Estudiosos de outras tradições provavelmente dirão que os judeus absorveram essa ciência durante o período que estiveram no Egito e na Babilônia.

Pessoalmente, gosto de pensar que a Qabalah começou quando o primeiro ser consciente tentou traçar relações entre si e o universo. Por exemplo quando o primeiro ancestral humano capaz de usar ferramentas aprendeu a usar um porrete para subjugar seus opositores, o símbolo do porrete foi compreendido a nível irracional pelos outros como símbolo de força. Quem sabe não é essa a raiz primitiva do simbolismo da Baqueta, muito antes das correlações das figuras fálicas com o conduto da força ativa que vai até o óvulo e o fecunda?

Para que serve Qabalah?

Sendo União Pelo Conhecimento, é um dos caminhos pelo qual se une a mente a uma única ideia, e é um dos assuntos de interesse da Santa Ordem. O assunto é estudado aqui e ali, mas e_m especial no grau de_ Practicus, em cujo item 2 de seu Juramento se lê: “Ele deverá passar em exames sobre Liber DCCLXXVII, a Qabalah, e Sepher Sephiroth.”

Parecem existir três objetos de estudo que podem ser ditos os principais para a Qabalah. São eles o Universo, a Consciência e a Divindade. Em alguns casos, dois ou três deles podem ser vistos como a mesma coisa, dependendo de quem aborda o assunto.

Como são assuntos muito complexos para o intelecto, este aplica a Qabalah para dividir seu objeto de estudo em pedaços menores representados por símbolos que ele possa compreender melhor. Agora observando um pequeno pedaço compreensível daquele todo incompreensível, ele é capaz de perceber as relações e interações entre esses pequenos pedaços do todo.

O estudo dos símbolos relacionados a determinadas ideias alimenta nosso inconsciente com esses símbolos, provendo um léxico  um dicionário por assim dizer — através do qual se torna possível comunicação coerente entre as várias camadas da consciência do indivíduo e de possíveis planos além do indivíduo. É através dos conjuntos simbólicos que podemos interagir nos planos além da consciência normal, e dessa forma podemos tanto extrair informações dali, quanto programar — similar ao que se faz com um computador — certas mudanças de acordo com a Vontade.

Embora seja possível aplicar o raciocínio Qabalístico a um sem fim de objetos de estudo, considero que principalmente para o iniciante, poucos objetos de estudo serão mais proveitosos do que a si mesmo e sua relação com o universo.

A teoria cabalística do início

Uma versão muito mais conservadora e tradicional do processo que estou prestes a narrar pode ser encontrado no Sepher Yetzirah, o qual eu recomendo que cada interessado em Qabalah leia ao menos uma vez na vida.

Imagine que você acorda em um porre daqueles. Você não sabe onde está, como chegou ali nem o que fez nas últimas doze horas. Por condicionamento você apalpa o bolso da calça enquanto verifica se não perdeu celular, chaves, carteira. Aos poucos a memória vai retornando e as peças vão se encaixando e você consegue definir pelas memórias e observação quem você é e onde você está.

O início — estejamos falando da Divindade, do Universo e/ou da Consciência — do qual a Qabalah trata é um pouco mais complicado. Você se torna consciente, mas não está em lugar nenhum. O próprio conceito de “estar” e de “lugar” inexistem. Não existe nenhuma memória antes daquele momento. Não existe nenhum ponto de referência através do qual se situar. Definitivamente não existe celular, chaves ou carteira. Nem mãos para apalpar.

Não estou dizendo que “tudo” surgiu do “nada”, mas definitivamente a mente e consciência humana tal qual existe hoje não é capaz de ir além, portanto vamos tão longe quanto podemos, aos véus da existência negativa.

Imagine a consciência como algo rarefeito, infinitamente espalhado e diluído em um nada infinito, até que a a possibilidade da presença de consciência em uma coordenada qualquer tenda à zero. Se a imagem te for mais agradável, imagine o nada como uma infinita fatia de pão, e a consciência como uma finíssima camada de manteiga que foi espalhada até o ponto de que as chances de encontrar um átomo de manteira em qualquer ponto dessa fatia tenda à zero. Essa fatia de “pão de nada” infinitamente grande é “Ain, o zero absoluto. Essa quantidade infinitesimalmente pequena de “manteiga de consciência”, que para todos os fins não é manteiga alguma é “Ain Soph, o Zero como Indefinível. Este pão com manteiga absurdo é “Ain Soph Aur”, Zero como base da vibração possível. Sobre isso lemos no Qabalistic Dogma, originalmente publicado nos Collected Works:

“Primeiramente é o Nada, ou a Ausência de Coisas, אין [Ain], que não faz e não pode significar Existência Negativa (se é que pode ser dito que tal Ideia significa algo) (…)”“(…) Em segundo lugar está Sem Limites אין סוף [Ain Soph] “i.e.”, Infinito Espaço. Este é o Dualismo da Infinidade primal; o infinitamente pequeno e o infinitamente grande. (…)”"(…) O Confronto destes [Ain e Ain Soph] produz a Idéia finita positiva que ocorre ser Luz, אור [Aur]."Esta palavra [Aur] é a mais importante. Ela simboliza o Universo imediatamente após o Chaos, a confusão do Confronto de infinitos Opostos. א [Aleph] é o Ovo da Matéria; ו [Yod] é Taurus, o Touro, ou Energia-Motiva; e ר [Resh] é o Sol, ou Sistema de Orbes organizado e móvel. As três Letras de [Ain] desta forma repetem as três Idéias.

Agora, imagine que a consciência antes rarefeita ao ponto de para todos os efeitos não existir quando procurada em uma coordenada específica, passa a se concentrar em um único ponto no meio do infinito nadae se torna autoconsciente: “Eu sou”. Ela não diz isso, afinal nem palavras nem o ato de “dizer” existem. Ainda assim ela é. O nome Qabalístico deste primeiro ponto focal de consciência pura é Kether e dessa maneira é formulado o “Um”.

A consciência difusa infinitamente espalhada no espaço infinito é a falta de limites. Quando ela se concentra em um ponto, ela cria limitação do ponto em detrimento do resto.

Preste atenção ao indicador da sua mão direita e torne-se consciente dele. Você provavelmente o fez em termos de temperatura, sensação, forma, posição… Nada disso existia. Kether não podia sequer exercer comparação com algo de fora, pois era toda a existência.

O único funcionamento possível para tal consciência pura, infinita, onipresente e solitária é agir sobre si mesma. Ela cria uma interpretação sobre si formulada de seu próprio ponto de vista — similar ao conceito de identidade — e dessa maneira formula a afirmação do que ela é, “Eu sou o que sou”. A esse conceito chamamos Chockmahe assim formula-se o “Dois. Por negação, e_la define aquilo que ela não é,_ “não sou nada além daquilo que sou”, e assim cria o “Três”, ao que chamamos Binah.

As esferas são interconectadas para representar as interações que ocorrem entre elas. A essas conexões a Qabalah chama de Caminhos, que possuem íntima ligação com as 22 letras do idioma hebraico e — nos tempos modernos — com os 22 Arcanos Maiores do Taro.

Dessa maneira se formula a primeira tríade, uma síntese composta de tese e da antítese do que a consciência pura formula sobre si mesma. Essa tríade busca se tornar autoconsciente da mesma maneira que Kether, mas diferente dela tem o equilíbrio interno do ternário. Ela dispõe de conceitos como um, dois, três, síntese, tese, antítese, sim, não, ser, não ser, igual, diferente, afirmação, negação, etc. Voltando-se para si mesma, formula a afirmação do que ela é, e por consequência o que ela não é. Assim são formuladas as outras duas tríades da Árvore da Vida e suas seis esferas.

Agora temos três tríades e nove esferas. Uma tríade sendo a real, outra como a afirmação dessa realidade a respeito de si mesma — um reflexo dessa realidade — e outra sendo a negação dessa percepção sobre si mesma — o reflexo de um reflexo. Cada uma delas contendo essas mesmas relações sobre os elementos que as compõe.

Aqui os caminhos conectam cada esfera com sua contraparte em cada uma das tríades. Talvez no diagrama abaixo isso fique mais claro.

Agora, munida de nove permutações do “Um”, a singularidade afirma, nega, sintetiza, formula, compara, soma, divide, etc. Ela é capaz de realizar em altíssimo nível todas as funções lógicas e matemáticas existentes no que chamamos “realidade”. Tiphereth está em uma posição muito interessante, pois ela é a Realidade da qual Afirmação e Negação surgem, porém na tríade central, o que a torna também a Tese que compõe a Síntese e da qual deriva a Antítese, dessa forma estando no centro de tudo.

Tiphereth é o centro da árvoreo ponto que amarra os caminhos que unem tudo em um conjunto coeso.

Note que todos esses conceitos, por mais que nos desenhos sejam interpretados fora do “Um”, ocorrem de fato dentro dele, p_ois coisa alguma pode existir fora do todo._ Os diagramas quase sempre são lineares em condescendência com a linearidade de nossos intelectos. Seria mais correto dizer que “Dois”, “Três”, “Tríades” e todos os elementos já citados ocorrem todos dentro do “Um”. Dentro de elementos dentro do “Um”. Dentro de elementos dentro de elementos dentro de… Você entendeu a ideia.

O processo não termina, mas continua indefinidamente. Essa linha de raciocínio eventualmente chega a um ponto final, que chamamos de Malkut, o “Dez”. Ele é resultado da intersecção das três tríades. É a manifestação das infinitas interações. Se chamamos o diagrama de “Árvore da Vida”, Malkut pode perfeitamente representar o fruto desta árvore.

Esse “ponto final” existe por um instante, e então a árvore completa repete o processo e volta para dentro de si mesma buscando autoconsciência. Por isso é dito que em cada esfera exite outra árvore, na qual em cada uma das esferas existe outra árvore, como um fractal. Repita até enlouquecer.

Algumas pessoas gostam de pensar em Malkut como matéria. Rígida, finalizada, imóvel. Vejo Malkut como a manifestação, a realização. Não estamos no fundo de um poço no qual se apoia uma árvore vertical, e sim em um plano de existência onde a conclusão de cada linha a qual o autoconhecimento do “Um” conduz se realiza ao vivo, e que por sua própria manifestação dá início a mais N processos análogos. Mudança é estabilidade, e estabilidade é mudança.

Curiosamente, é no Oriente, no Tao Te Ching que iremos encontrar uma peça de filosofia que resume esse conhecimento:

O Tao que pode ser expresso não é o Tao verdadeiro
O nome que pode ser enunciado não é o Nome verdadeiro
Sem-Nome é o princípio do céu e da terra
Com-Nome é a mãe de dez mil coisas

E ainda:

O Tao gera o um
O um gera o dois
O dois gera o três
O três gera as dez mil coisas

É notável que quanto mais distante do “Um”, mais complexidade e variedade se tornam possíveis, porém essas coisas são reflexos de reflexos da coisa original. Quanto mais distance do “Um” original, menos aquilo é verdadeiro por mais que para as consciências daquele plano, sejam a única realidade comprovável, e muitas vezes, tudo o que lhes importa.

O programa “improcessável”

Imagine que o “Um”, a consciência concentrada pôs em movimento um programa com uma única finalidade: Se conhecer.

Como o “Um” é infinito em todas as dimensões possíveis, este programa requereria poder de processamento e tempo infinitos para ser processado. Uma solução para um problema desse tipo é quebrar o programa em infinitos pedaços finitos, processar cada um desses pedaços individualmente, e depois reunir o produto de cada um novamente.

Nessa alegoria, tudo que existe são pedacinhos do todo e a função de cada pedacinho é se realizar. Tudo quanto existe, do consciente ao inconsciente, do imovível ao imparável, do mais elevado êxtase até o mais terrível sofrimentosão todos igualmente necessidades da consciência universal em seu processo de autoconhecimento.

Parafraseando o excelente “The Egg”: De Abraham Lincoln a Jhon Wilkes Booth, de Hitler aos milhões que ele assassinou, de Jesus a todos que o seguiram, todas essas coisas são partes do todo, e necessárias ao processo de amadurecimento desse todo.

Na mitologia edênica também se fala de Um que criou Dois a sua imagem e semelhança, a partir do qual foi possível elaborar sua contraparte, o Três. Nessa mitologia, dizem que o que levou a queda, ou seja, ao distanciamento da perfeição inicial, foi o fruto do conhecimento do bem e do mal.

As Qliphoth e a Árvore da Morte

Alguns conjecturam a existência de uma árvore negativa, composta de Qliphoth, onde existe o lado adverso, “perverso”, “maligno” das forças descritas acima. Pessoalmente não percebo como algo assim se encaixaria nessa gênese, pois seria necessário assumir que desde Kether ou até mesmo do Ain Soph Aur existisse uma contraparte dual e oposta, o que seria impossível pela própria definição abstrata desses entes.

Uma árvore negativa pode vir à calhar para mapear certos objetos de estudo, mas para esses casos, vejo como mais simples e prático ao invés de traçar um mapa extra, entender que ocorre uma função adversa de cada um dos símbolos quando este opera fora da sua esfera natural de ação.

É natural por exemplo que bactérias E. Coli viva no intestino de mamíferos, onde são inofensivas e funcionam em harmonia com o organismo. Pode ser que de alguma forma essa bactéria venha a migrar para a sua garganta, onde ela causará uma infecçãoTemos duas E. Coli, uma do bem e uma do mal? Não. Ocorre apenas que ela saiu de sua função harmoniosa para uma função desequilibrada.

Da mesma maneira, os componentes simbólicos da Arvore da Vida podem figurar seu lado positivo quando operam comportamento harmonioso dentro de seu próprio âmbito, ou adverso quando operam fora de harmonia e proporção.

De onde vieram as correlações?

Muitos estudiosos do passado e do presente tem atribuído significados e correlações a essas esferas e caminhos. Me parece provável que as atribuições planetárias tenham sido dadas para as esferas da árvore na ordem em que aparecem conforme os antigos modelos geocêntricos do sistema solar.

Schema huius praemissae divisionis sphaerarum, Pag. 5 — New York Public Library’s, Public Domain Archive

A ilustração acima nada tinha a ver com magia ou misticismo. Era para os homens da ciência da época uma representação fiel da estrutura do nosso sistema solar. Nesse modelo vemos claramente que, de fora para dentro, ocorre o Primum Mobile, Zodíaco, Saturno, Jupiter, Marte, Sol, Vênus, Mercúrio, Lua e Terra — Terra esta que é representada circundada de fogo, ar, e dentro dela mesma, água, completando assim Olam Yesodoth, a Esfera dos Elementos_._ Exatamente a mesma ordem com que as correlações planetárias surgem na Árvore da Vida.

Daí fica mais fácil entender “Por que 5, Geburah, possui características marciais”pois uma vez relacionado com Marte, as correlações mitológicas e astrológicas vieram no mesmo pacote. Se algum cabalista judeu conjecturou que Geburah estava relacionado aos princípios marciais antes que essas correlações planetárias tenham sido atribuídas, ou se os mesmos qabalistas modernos que fizeram as atribuições planetárias buscaram nas religiões abraâmicas correlações que se encaixassem com sua visão da Qabalah é algo que requererá um competente historiador para afirmar.

O sistema hoje é extremamente útil e oferece ferramentas funcionais o suficiente para uma boa parte do trabalho iniciático, místico e mágico. Seu conjunto simbólico parece permear ideias que são comuns para o coletivo da humanidade ainda hoje, embora contenha aqui e ali outras ideias que funcionarão melhor para um ou outro indivíduo.

Uma coletânea extremamente completa está disponível em nosso Liber 777.

Segue uma versão resumida das correlações mais utilizadas em magia cerimonial, confecção de amuletos e talismãs, invocações, etc:

Agradecimentos a Frater Tupã que me ajudou a digitar os caracteres hebraicos para que eu pudesse usar no design. (É bem mais difícil do que parece)

E abaixo, a minha pequena contribuição com algumas abstrações relativas ao meu próprio conjunto simbólico e vivências:

Eis um exemplo de como se dão as correlações: Se você tem alguma familiaridade com os Chakras, deve ter estranhado que, de baixo para cima, minha tabela apresenta Muladhara, Svadhistana e então Vishuddha, que aparenta estar em posição trocada com Manipura. Se você pensar na árvore e no corpo humano sobrepostos, a orientação vertical certamente estaria incorreta.

O que ocorre, é que no meu conjunto simbólico, Vishuddha / Neurosomático / Comunicação e Expressão estão intimamente ligados a Hod e Netzach. Da mesma forma Manipura / Laringeo-Manual Simbólico / Resposta de Lutar ou Fugir corresponde a Geburah e Chesed. Optei uma correlação baseada em função em detrimento do posicionamento espacial verticalNem sempre tudo encaixa. E está tudo bem.

Conclusão

Este diagrama cuja elaboração da estrutura busquei explicar é um mapa, e não o território. Como todo símbolo, busca nos dar ferramentas para representar conceitos abstratos e interagir com eles, e não pretende ser um retrato fiel da realidade.

Qabalah é um sistema útil pois suas correlações se encaixam muito bem com o intelecto e psicologia humanos, mas obviamente algumas coisas precisaram ser forçadas para se encaixar em uma ou outra visão de seus precursores. Por essa razão insisto no valor de um fino equilíbrio entre não desprezar o conhecimento dos que vieram antes apenas por que esse não me contempla, e submeter tudo ao teste da experiência.

Até mesmo um papagaio poderia ser treinado para repetir cada correlação ligada a cada caminho e esfera, e tanto mais fácil é para um humano memorizá-las, contudo sem buscar a compreensão e experiência em primeira mão dos estados de consciência representados por estes símbolos, tal conhecimento será estéril.


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